10 setembro 2006

Não Vou Me Adaptar
Composição: Arnaldo Antunes

Eu não caibo mais nas roupas que eu cabia
eu não encho mais a casa de alegria
os anos se passaram enquanto eu dormia
e quem eu queria bem me esquecia
será que eu falei o que ninguém ouvia?
será que eu escutei o que ninguém dizia?
eu não vou me adaptar, me adaptar
eu não tenho mais a cara que eu tinha
no espelho essa cara já não é minha
é que quando eu me toquei achei tão estranho
a minha barba estava deste tamanho
será que eu falei o que ninguém ouvia?
será que eu escutei o que ninguém dizia?
eu não vou me adaptar, me adaptar

2 comentários:

gibran disse...

"Súbito me encantou
A moça em contraluz
Arrisquei perguntar: quem és?
Mas fraquejou a voz
Sem jeito eu lhe pegava as mãos
Como quem desatasse um nó
Soprei seu rosto sem pensar
E o rosto se desfez em pó

Por encanto voltou
Cantando a meia voz
Súbito perguntei: quem és?
Mas oscilou a luz
Fugia devagar de mim
E quando a segurei, gemeu
O seu vestido se partiu
E o rosto já não era o seu

Há de haver algum lugar
Um confuso casarão
Onde os sonhos serão reais
E a vida não
Por ali reinaria meu bem
Com seus risos, seus ais, sua tez
E uma cama onde à noite
Sonhasse comigo
Talvez

Um lugar deve existir
Uma espécie de bazar
Onde os sonhos extraviados
Vão parar
Entre escadas que fogem dos pés
E relógios que rodam pra trás
Se eu pudesse encontrar meu amor
Não voltava
Jamais"

Amo vc, desculpe as mágoas, dores, dissabores. Amo vc, desculpe te sufocar com tanta carência, às vezes profunda tristeza (ou silêncio). Amo vc, desculpe ter me perdido tanto mais ainda te gosto e quero que dê certo... Te espero (e vc disse que volta). Amo vc, desculpe não saber demonstrar isso ou mostrar minhas necessidades; desculpe não te entender nem te apoiar como convém (e sei que isso é muitas vezes). Enfim, amo vc.

gibran disse...

independente da distância, de tudo... quero ficar contigo... deixa. Um beijo.